Ritmo lento pra mudar o que costumava ser qualificado como inatingível. E pra mim tá tudo bem, tá tudo ótimo. Esses passos certeiros me deixam à vontade pra mostrar a terceiros coisas que nem eu queria ver. Então tá aí. Esse é recente, de algumas semanas atrás.
A probabilidade de soar inacabado é enorme. O costume em ser detalhista quando falo a respeito de minhas experiências é um forte oponente que derrota o tímido competidor - denominado: fácil definição - e a sensação de que isso não mude tão cedo é constante.
Ninguém gosta de ser pressionado, o tempo vem vestido diferente pra cada um e estabelecemos certa capacidade de solucionar certos problemas em certo tempo. Em contrapartida há males que vêm para o bem. De repente aquela sopa (feita de ausência de coragem misturada na esperança de que o sentimento bastasse) vem à tona trazendo na bagagem a hora errada, o lugar errado e, talvez, a pessoa certa. Optar por decidir nunca me agradou e talvez isso seja consequência do insistente medo do adeus. Não é segredo que a despedida não é meu ponto forte, afinal as coisas todas sempre me pareceram muito “guardáveis-para-sempre” e se as razões estivessem todas de acordo com os conceitos eu insistia nelas até não poder mais. Nunca pude enxergar a tal hora certa de admitir o passado no passado e finalizar o simples tinha certa semelhança com tubarões. Todos esses defeitos eu tentei te argumentar e foram as piores combinações de palavras. Eu sei bem da falta de aventura que me rodeou, dos interesses mais do que distintos e sua complacência que tanto me fez bem.
Soube conquistar, soube convencer a permanência... Mas não soube manter depois que deixou de ser desafiador e novidade. Precisaria de mais vida e talvez de uma nova futura tentativa.
terça-feira, 31 de julho de 2007
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